OBRA DO ACASO
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Ser extasiante enigma desafiante da razão e do pudor.
Oásis sempiterno ícone hodierno puramente incolor.
Astro reluzente mistério transparente emana névoa e fulgor.
Desejo impetuoso semblante majestoso reduto do amor!
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Escrito por ROSANA TEMÓTEO às 13h00
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POEMA A DOIS
No calor do entardecer esperando o frio da noite. ...Não houve. Que fazer? Se um gesto impensado de repente acontecer, ressuscitará corpos talvez sem almas, insensíveis, porém à procura do amor às vezes inatingível, incoerente, mas válido e puro em altos e baixos num atroz equilíbrio tentam achar o rumo que não se apresenta, calando vozes, despertando ouvidos que nem sempre ouvem o que querem e quietos, quase sempre aceitam o que a vida lhes impõe.
Rosana Temoteo e Antonio Vieira. 2006.
Escrito por ROSANA TEMÓTEO às 12h55
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DESPEDIDA
DESPEDIDA

Os versos que nunca te ofereci
surgem no momento de maior dor,
jamais pensei que omitirias
o sentimento que batizastes de amor.
Agora tu és o meu passado
e eu, um dia, tua namorada.
Ao me perguntarem hoje, o que sou tua
direi então: - "Simplesmente nada".
Talvez um dia ainda seremos
cúmplices no amor e na arte.
Aí então, depois de passada a mágoa,
te amarei novamente por toda a eternidade!
Rosana Temoteo
Escrito por ROSANA TEMOTEO às 14h16
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SONETO DE UM POETA TRISTE

SONETO DE UM POETA TRISTE
Por que choras, ó poeta
e em lágrimas mergulhas...
Tu não te orgulhas
dos versos que já escreveste?
Por que choras, poeta mago
que do verso faz brinquedo
do que é que tens medo
ó poeta, já esqueceste?
Que a tantos encantaste
que do verso, baluarte
fizeste outrora?
Despertas, poeta dúbio
doravante o júbilo
em tu'alma aflora.
Rosana Temoteo
Publicado no Recanto das Letras em 04/06/2007
Escrito por ROSANA TEMOTEO às 20h36
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